Peguei um bronze cor de cinza, abri um livro livre de expectativas, desativei o vibratório para as chamadas calorosas, apaguei o cigarro e bebi um suco. Liguei o som numa calmaria desconhecida que havia ganhado no dia anterior. Tirei as sandálias e andei todo o dia descalça. Eu já estava pensando no meu trabalho, no meu salário, no meu gasto. Tudo dependia dos meus atos, do meu papo.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Entre os três

Suzi se agitou ao som de uma boa música na mesa, depois de tantas cervejas veio àquela sensação de fugir do mundo. Ela fechou os olhos, levantou um pouco os braços e se balançou. Não deveria ela ser tão ousada. Igor se balançou por dentro, lançou um olhar para ela de receio, mas também de desejo.
Quica percebeu tudo, notou pele falha na boca de Igor a vontade de morder, devorar, mas também de abraçar, de cuidar. Essa vontade conhecida e notada por ela já havia lhe fugido há alguns dias, quando teve um coração muito bem ferido.
Igor abaixou o rosto, desamarrou os cabelos para amarrá-los novamente, numa maneira de forjar sua vontade. Ele também fechou os olhos e em meio ao movimento no cabelo, a falha na boca, a música, o álcool... Ele a sentiu. Só não quis ele tentar e esperar receber aquele olhar, não poderia essa falha também causar, pois Suzi já estava envolvida com outra pessoa, outras noites.
Porém Quica que já desconsolada estava o observou a noite inteira e desejou aquela sena para ela, pois ela se sentiu tão mulher ali... E ele inconscientemente a fez lembrar sua feminilidade todo o tempo. Mas o sol raiou. Sim, o sol raiou. E as paixões passam baby... Elas acabam.
Quica percebeu tudo, notou pele falha na boca de Igor a vontade de morder, devorar, mas também de abraçar, de cuidar. Essa vontade conhecida e notada por ela já havia lhe fugido há alguns dias, quando teve um coração muito bem ferido.
Igor abaixou o rosto, desamarrou os cabelos para amarrá-los novamente, numa maneira de forjar sua vontade. Ele também fechou os olhos e em meio ao movimento no cabelo, a falha na boca, a música, o álcool... Ele a sentiu. Só não quis ele tentar e esperar receber aquele olhar, não poderia essa falha também causar, pois Suzi já estava envolvida com outra pessoa, outras noites.
Porém Quica que já desconsolada estava o observou a noite inteira e desejou aquela sena para ela, pois ela se sentiu tão mulher ali... E ele inconscientemente a fez lembrar sua feminilidade todo o tempo. Mas o sol raiou. Sim, o sol raiou. E as paixões passam baby... Elas acabam.
sábado, 17 de outubro de 2009
Solidão
terça-feira, 29 de setembro de 2009
O reflexo da matéria
Meus olhos são tão grandes que até posso ver nós dois, esse declínio me ilumina.
Não vou ver os anos 3000 nem as baladas de meus bisnetos. Não caço mais a madrugada em esperança de alcançar as estrelas, nem lembro mais delas. Com o dia a dia eu perco o medo e às vezes me embebedo. E a limpeza, a comida, a correria, o “escutado”, a “notada” de atenção... São vícios e os piores desvios.
Vou sair à noite a procura de uma alma, quem sabe eu a encontre nua e assim lúcida. Minhas perguntas e dúvidas, meus medos e anseios, minhas alegrias e alegorias, meus prazeres e afazeres... E em que esquinas se encontraram os desvios dos meus filhos, como os vou deixar, se é que vou deixá-los. Preciso da energia cósmica, do éter vivo, do teu olhar querido. E o olhar negro que me consome na cama e nos sentidos. Enquanto. Ouço os gritos dos seres vivos necessitados. Dos dançarinos, dos uivantes, dos berrantes... E sinto o coração pula-pula da atmosfera do planeta terra.
Não vou ver os anos 3000 nem as baladas de meus bisnetos. Não caço mais a madrugada em esperança de alcançar as estrelas, nem lembro mais delas. Com o dia a dia eu perco o medo e às vezes me embebedo. E a limpeza, a comida, a correria, o “escutado”, a “notada” de atenção... São vícios e os piores desvios.
Vou sair à noite a procura de uma alma, quem sabe eu a encontre nua e assim lúcida. Minhas perguntas e dúvidas, meus medos e anseios, minhas alegrias e alegorias, meus prazeres e afazeres... E em que esquinas se encontraram os desvios dos meus filhos, como os vou deixar, se é que vou deixá-los. Preciso da energia cósmica, do éter vivo, do teu olhar querido. E o olhar negro que me consome na cama e nos sentidos. Enquanto. Ouço os gritos dos seres vivos necessitados. Dos dançarinos, dos uivantes, dos berrantes... E sinto o coração pula-pula da atmosfera do planeta terra.
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