Meus olhos são tão grandes que até posso ver nós dois, esse declínio me ilumina.
Não vou ver os anos 3000 nem as baladas de meus bisnetos. Não caço mais a madrugada em esperança de alcançar as estrelas, nem lembro mais delas. Com o dia a dia eu perco o medo e às vezes me embebedo. E a limpeza, a comida, a correria, o “escutado”, a “notada” de atenção... São vícios e os piores desvios.
Vou sair à noite a procura de uma alma, quem sabe eu a encontre nua e assim lúcida. Minhas perguntas e dúvidas, meus medos e anseios, minhas alegrias e alegorias, meus prazeres e afazeres... E em que esquinas se encontraram os desvios dos meus filhos, como os vou deixar, se é que vou deixá-los. Preciso da energia cósmica, do éter vivo, do teu olhar querido. E o olhar negro que me consome na cama e nos sentidos. Enquanto. Ouço os gritos dos seres vivos necessitados. Dos dançarinos, dos uivantes, dos berrantes... E sinto o coração pula-pula da atmosfera do planeta terra.
Não vou ver os anos 3000 nem as baladas de meus bisnetos. Não caço mais a madrugada em esperança de alcançar as estrelas, nem lembro mais delas. Com o dia a dia eu perco o medo e às vezes me embebedo. E a limpeza, a comida, a correria, o “escutado”, a “notada” de atenção... São vícios e os piores desvios.
Vou sair à noite a procura de uma alma, quem sabe eu a encontre nua e assim lúcida. Minhas perguntas e dúvidas, meus medos e anseios, minhas alegrias e alegorias, meus prazeres e afazeres... E em que esquinas se encontraram os desvios dos meus filhos, como os vou deixar, se é que vou deixá-los. Preciso da energia cósmica, do éter vivo, do teu olhar querido. E o olhar negro que me consome na cama e nos sentidos. Enquanto. Ouço os gritos dos seres vivos necessitados. Dos dançarinos, dos uivantes, dos berrantes... E sinto o coração pula-pula da atmosfera do planeta terra.