quinta-feira, 29 de abril de 2010

“quando olho para mim não me percebo.
tenho tanto a mania de sentir
que me extravio às vezes ao sair
das próprias sensações que eu recebo”

Eu sou muito crítica para viver no ceticismo de aceitar as coisas. Não. Tem que haver discordâncias e devaneios onde houver eu. Uma tristeza imensa e uma melancolia eterna. Estou dividida entre o “correto” e o “errado”. E sinto, sinto, sofro, sofro. Mas prefiro os caminhos sujos mesmo, cair na lama, entregar-me descalça a mostrar maiores satisfações em estar presente aqui. Por isso caio na rua a me embebedar. Meu perfume fura, rasga, estupra, estraçalha, fere. Pobre ferida fere. Como se fosse engraçado tal ato, como se fosse alto. Tem um carlton?

“o ar que respiro, este licor que bebo,
pertencem ao meu modo de existir,
e eu nunca sei como hei de concluir
as sensações que ao meu pesar concebo.”

3 comentários:

  1. Belíssima menina que escreve por sentir! Estou te seguindo! =*

    verabidu

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  2. "Eu sou muito crítica para viver no ceticismo de aceitar as coisas. Não. Tem que haver discordâncias e devaneios onde houver eu."

    !
    gosto de ler coisas que têm ritmo e intensidade. Gostei bastante. =*

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