domingo, 31 de outubro de 2010

Natureza

Quero esse humor e esse agito nessa hora de tão aflita agonia.
Quero beijos e carícias.
E lamentar...
O repúdio é dos calouros.
Ai como eu quero meus impostos cortejar, galopar a meia noite e meu ego acalentar.
Que não há nada mais egoísta que esse humor entupido, essa cova distraída, meio tijolo despencado.
O sentimento ferido realçou a matéria que depois de cultuada sem natureza será nada.

Carol

Carol om vê tudo arte, vê arte nas caveiras virando pó, nos corpos se deteriorando, no menino de barriga grande defecando. Carol om vê tudo arte, no nascimento, na morte, no aconchego do olá doado, no consolo do tanto faz, nas diferenças das cores dos quadros e das peles. Carol om vê tanta arte que não da para ficar calada e tem a cara pintada, é cheia de raças.