“sem aos outros mentir, vivi meus dias
destiosos por dias bons tomando,
das pessoas alegres me afastando
e rindo às outras mais do que eu sombrias.”
Tanto me perco fácil em olhares desolados como os crucifico e saio, pois os enjôo rápido. De tudo como um por acaso repito o mesmo sem abrir os olhos. De muitas bebedeiras e baboseiras sigo; andarilho desequilibrado. Exibo essa energia vaga e fraca. Sorrio espontaneamente de destreza, tamanhos desprezos. Fumo esses buracos lamacentos assim, sedenta.
“e tanto tempo fui assim vivendo,
de enganar-me tornei-me tão constante
que hoje nem creio no que estou dizendo.”