terça-feira, 26 de abril de 2011

“sem aos outros mentir, vivi meus dias

destiosos por dias bons tomando,

das pessoas alegres me afastando

e rindo às outras mais do que eu sombrias.”

Tanto me perco fácil em olhares desolados como os crucifico e saio, pois os enjôo rápido. De tudo como um por acaso repito o mesmo sem abrir os olhos. De muitas bebedeiras e baboseiras sigo; andarilho desequilibrado. Exibo essa energia vaga e fraca. Sorrio espontaneamente de destreza, tamanhos desprezos. Fumo esses buracos lamacentos assim, sedenta.

“e tanto tempo fui assim vivendo,

de enganar-me tornei-me tão constante

que hoje nem creio no que estou dizendo.”

Um comentário:

  1. Não me lembro do dia, mas conheci uma garota, num ônibus, que me prometeu que ia publicar mais uma poesia, que ia continuar essa saga, que ia falar dos seus sentimentos. O que aconteceu?!. Gosto do seu jeito, inclusive o de escrever. Ajuda essa alma faminta de literatura triste a não morrer de fome.


    Artur, vulgo Mateus. Carinha de um ônibus da Real.

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